Vencedor do Prêmio 2018: Comer bem faz bem

Autora: Maria Aparecida Ferreira da Conceição e Polliana Guimarães Brotas
Escola: E.M D. Pedro II
Cidade: Cafarnaum (BA)
Ano: 2018
Objetivos do projeto: proporcionar mais dignidade às crianças na hora das refeições e valorizar alimentos regionais e da agricultura familiar, estimulando a alimentação saudável, saborosa e econômica.

Localizada no povoado de Cafarnaunzinho, em Cafarnaum, município do sertão baiano que fica a cerca de 500 quilômetros de Salvador, a Escola Municipal D. Pedro II, ganhou destaque no ano de 2018 ao vencer o Prêmio Crianças mais Saudáveis com o projeto Comer bem faz bem.

Além de promover a palma, alimento pouco utilizado para consumo humano, rico em nutrientes e disponível em abundância no Nordeste brasileiro, o trabalho das professoras Maria Aparecida e Polliana Guimarães tinha como foco principal proporcionar mais dignidade aos alunos na hora das refeições.

A escola fica em uma região rural e carente e, até o final do ano passado, quando receberam as benfeitoria do Prêmio, não dispunha de mesas e cadeiras onde as crianças pudessem realizar as refeições. “Na maioria das vezes, as crianças se alimentavam sentadas no chão”, diz Maria Aparecida.

Com o valor de R$35 mil disponibilizado às escolas vencedoras, foi possível adquirir mobílias para o refeitório, feitas sob medida para as crianças, buffet self-service, copos e pratos de vidro, além de talheres, mesa panificadora e outros itens de cozinha. Também foi realizada a reforma do refeitório.

O projeto Comer bem faz bem também visa promover a autonomia dos alunos, que passaram a se servir sozinhos. Eles também tiveram a oportunidade de aprender a manusear talheres e utensílios de vidro.

Passo a passo 

Passo 1 – Apresentação do projeto para a comunidade escolar

Nessa etapa ocorreu a apresentação do projeto para a comunidade escolar e a formação dos funcionários do quadro docente, merenda, limpeza e oficineiros. Deu-se início a uma sequência de estudos sobre a temática da alimentação saudável, que seguiu durante todo o trabalho.

 

Passo 2 – Coletânea de receitas

Os alunos do Fundamental I da Escola Dom Pedro I criam uma coletânea de receitas com alimentos regionais da agricultura familiar e cardápio com entrada, prato principal e sobremesa. Um dos objetivos secundários do projeto era valorizar alimentos da cultura local, estimulando a alimentação saudável, saborosa e, ao mesmo tempo econômica.

 

Passo 3 – Autonomia para os alunos

Nesta etapa foi implementado o sistema self-service e distribuídas garrafas d’água para os estudantes, estimulando a autonomia dos alunos que passaram a se servir sozinhos. A fase também permitiu que os estudantes aprendessem a manusear e utilizar utensílios de vidro, como copos e pratos. Muitas crianças contempladas no projeto ainda não tinham tido contato com utensílios que não fosse de plástico.

Os alunos foram incentivados a praticar atividades físicas com música e movimento durante todo o projeto.

 

 

Passo 4 – Avaliação

Foi utilizado como instrumento de avaliação uma ficha com parâmetros de sim, não e às vezes, para afirmações como:

• Os alunos bebem água regularmente?

• Realizam práticas espontâneas de atividades físicas demonstrando o conhecimento adquirido?

• Os alunos escolhem alimentos diversificados para compor o prato na hora das refeições?

Resultados

• Estudantes passaram a ter um local adequado para as refeições, composto por mesas e cadeiras (antes da implantação do projeto, os alunos se alimentavam sentados no chão)

• 145 alunos e 7 professores da escola participaram ativamente do projeto

• Envolvimento da comunidade do entorno no trabalho

• Mais autonomia dos alunos durante as refeições após implementação do sistema self-service

• Alunos aprenderam a manusear e utilizar talheres, pratos e copos de vidro