Escolha opções nutritivas e variadas: dicas para trabalhar o tema em sala de aula

Proporcionar um ambiente acolhedor, valorizar a comida no prato e ofertar os alimentos
de formas diferentes são estratégias que podem contribuir para o desenvolvimento do paladar

A dieta equilibrada, diversificada, rica em nutrientes é o que nos dá energia e boas condições físicas para realizarmos nossas tarefas, prevenindo doenças como obesidade, colesterol alto, problemas cardiovasculares, gastrite, entre outros. Por isso, é importante estimular a ampliação do paladar e o consumo de alimentos variados desde cedo.

Segundo o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), desenvolvido pelo Ministério da Saúde, a alimentação saudável e adequada deve assegurar, entre outros aspectos, o uso de alimentos variados, seguros, que respeitem a cultura, as tradições e os hábitos alimentares de cada região, atendendo as necessidades nutricionais dos alunos em conformidade com a sua faixa etária e seu estado de saúde.

No entanto, garantir que as crianças experimentem novos sabores ainda é um desafio para pais e educadores. A Fundação Nestlé Brasil incentiva este comportamento por meio de seus programas, e selecionou algumas dicas para ajudar nesta questão.

Ambiente – em primeiro lugar, é preciso entender que o ato de comer vai muito além de matar a fome. Além de suprir as necessidades físicas, as refeições são oportunidades valiosas de exercer nossas relações afetivas e sociais, de praticar a convivência e de formar valores. Por isso, promover um ambiente agradável e acolhedor pode contribuir com a ampliação do paladar das crianças.

Aparência dos alimentos – um prato bem apresentado e colorido nos desperta mais a vontade de comer. Além disso, as cores dos alimentos dizem muito sobre eles: as folhas verde-escuro são ricas em vitaminas e ferro; legumes de cor laranja têm boas quantidades de substâncias antioxidantes, como vitamina C. Esse é o segredo de um bom prato: colorido e, portanto, rico em nutrientes.

Modo de preparo – pense em quantas maneiras existem para se preparar um alimento: in natura, cozido, ralado, em suco, grelhado, em tiras, ensopado. O professor pode explorar esse aspecto da diversidade, aproveitando a aula para mostrar os diversos modos de preparo de um mesmo alimento. Uma roda de conversa sobre a forma como cada um consome determinado alimento em sua casa também propicia um bom debate.

Mão na massa – o contato com os alimentos é muito importante para que as crianças adquiram outras preferências. Estudos indicam que se deve oferecer um alimento às crianças de 8 a 15 vezes para que ela desenvolva preferência por ele. Portanto, todas as chances que os alunos tiverem de ter contato com alimentos que alegam não gostar podem ajudar na mudança de percepção.

Diálogo com as famílias – a mudança de hábitos alimentares requer um trabalho conjunto. Aproveite as reuniões de pais, os eventos escolares e as mostras culturais para dialogar com as famílias dos estudantes. Propor palestras ou atividades também pode ajudar a reforçar o trabalho de formação alimentar das crianças.
Outra dica importante para pais e educadores é não proibir e nem forçá-los a comer nenhum tipo de alimento. Trabalhar com o equilíbrio é sempre o mais indicado. Também vale a pena reforçar a questão do desperdício, oportunizando que os alunos exercitem a cidadania.

Aprofunde-se no tema:

• A Fundação Nestlé oferece um curso online gratuito sobre o comportamento “Escolha opções nutritivas e variadas”, com certificado para quem acertar 80% das questões, podendo ser acessado através do computador, tablet ou celular. Para acessar o curso, acesse https://criancasmaissaudaveis.com.br/cursos-online/.
Guia alimentar para a população brasileira (Ministério da saúde)
Vidas mais Saudáveis: informação sobre saúde e nutrição para você  (ferramentas para ajudar a saber o consumo de cada nutriente)